O pneu suplente está em vias de extinção

O pneu suplente está em vias de extinção

Imagen: 
Alguns construtores mundiais de automóveis já não incluem o pneu de reserva nos novos modelos que produzem.

Se não prestou atenção a todos os detalhes aquando da compra do seu mais recente automóvel, não se surpreenda se verificar que ele não traz uma roda sobresselente. O pneu suplente parece estar em vias de extinção. Alguns construtores mundiais de automóveis já não o incluem nos novos modelos que produzem e comercializam, trocando-o por soluções mais simples, seguras e eficazes.

A intenção de banir o pneu suplente dos carros, que tem sido concretizada de forma progressiva, e resulta da conjugação de vários fatores. Primeiro, surgem questões de eficiência, pois a sua eliminação permite reduzir o peso total da viatura e, assim, o consumo de combustível e as emissões de CO2. Depois, motivos relacionados com o espaço na bagageira, que aumenta na ausência deste, o que se reveste de grande importância em automóveis compactos.

Mas há outros aspetos com influência na decisão: o tempo desperdiçado na troca do pneu convencional; a dificuldade que alguns condutores enfrentam para executar a tarefa; e a sujidade inerente a esse trabalho. Além disso, há indicadores que apontam para uma necessidade cada vez menor de se recorrer ao pneu de reserva, devido à superior qualidade dos pneus ou às melhores condições das estradas.

Alternativas

O pneu suplente, de dimensões normais, continua a ser incorporado em alguns modelos de carros e, em algumas marcas, apresentado como uma opção. No entanto, dada a tendência generalizada para a eliminação da quinta roda, importa conhecer as alternativas apresentadas pelos fabricantes para fazer face a um furo ou outro dano:

1. Pneu de emergência. É um pneu sobresselente mais leve e com uma largura inferior. É a escolha preferida dos fabricantes, devido ao equilíbrio conseguido entre usabilidade e tamanho. Este pneu temporário liberta espaço na bagageira e permite ao condutor ‘poupar’ o pneu furado e deslocar-se a uma oficina. Por oferecer menor estabilidade ao automóvel, é aconselhada uma velocidade máxima de 80km/h e uma atenção redobrada em andamento e nas travagens.

2. Kit de reparação. Está na moda. É uma solução rápida e eficaz, eliminando o trabalho manual da troca de pneu. Bastante leve e pouco espaçoso, inclui um líquido vedante (introduzido através da válvula) e um compressor (que se liga ao isqueiro do carro para encher o pneu). Este kit de reparação de pneus veda a maior parte dos furos, até um máximo de seis milímetros de diâmetro, e permite chegar à oficina mais próxima (até 200 quilómetros). O grande senão é que a generalidade dos pneus vedados deixará de ter remendo possível.

3. Pneus Run Flat. São pneus especiais. As suas paredes reforçadas permitem evitar, em caso de furo, o contacto da jante com a estrada, mantendo o carro circulável num raio de 80 quilómetros, sensivelmente, a uma velocidade máxima de 80 km/h. O uso destes pneus específicos permite às marcas ganharem espaço e evita que os condutores tenham de parar em zonas inseguras. Os pneus Run Flat têm contra si o seu preço, mais elevado, e o facto de implicarem a compra de um pneu novo em caso de furo, pois a sua reparação não é aconselhável.

4. Pneus autosselantes. Esta opção liberta espaço e peso no veículo e garante maior segurança ao condutor. Os pneus autosselantes contêm uma camada de vedante viscosa e aderente na parte interna do piso, esta atuará ao entrar em contacto com o ar (perfuração), vedando o furo de forma automática (até 5 milímetros de diâmetro) - garante cerca de 80% de eficácia, não funcionando se o dano ocorrer nas paredes laterais. Este sistema garante a mobilidade contínua do veículo. A eventual reparação do pneu dependerá da extensão do dano.

Adicionar novo comentário