Fórmula E: O automobilismo ecológico

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Esta competição começou em setembro de 2014 e distingue-se das outras categorias porque todos os monolugares em pista são elétricos. O objetivo é claro: "todos os carros do mundo tornarem-se elétricos", exclama Alejandro Agag, CEO da Fórmula E Holdings.

São muitas as personalidades a favor das energias renováveis, logo, também da Fórmula E. É o caso da estrela de cinema Leonardo DiCaprio, fundador da Venturi Automóveis, uma das equipas participantes nesta nova competição. O ator norte-americano, diretor e produtor de cinema afirmou: “O futuro do nosso planeta depende da nossa capacidade de fabricarmos carros mais eficientes e ecológicos. Estou contente e orgulhoso por fazer parte deste projeto.”

O carro é igual para as dez equipas participantes. O bólide foi designado Spark-Renault SRT-01E, é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas três segundos e de atingir os 220 km/h.
Alguns dos construtores mais importantes do mundo, muitos deles participantes no "Grande Circo", como vulgarmente é designada a Fórmula 1, envolveram-se no projeto. Por exemplo, a Renault Sport foi responsável pelo desenvolvimento do motor, da transmissão e da integração de todas as partes mecânicas nos sistemas, bem como pela otimização do desempenho do carro; a McLaren empenhou-se na conceção e desenvolvimento da caixa sequencial de cinco velocidades, a mesma que é utilizada pelo McLaren P1; a Dallara fabrica o chassi monolugar em fibra de carbono, a Williams fornece e administra as baterias e os pneus estão a cargo da Michelin.

Muitos pilotos que correm na Formula 1 aderiram à Fórmula E, como Nelson Piquet Jr., Bruno Senna, Jean-Eric Vergne, Nick Heidfeld, Sebastien Buemi, Jarno Trulli, Takuma Sato e Stephane Sarrazin, além do espanhol Jaime Alguersuari.

Este último declarou até que é “muito mais feliz do que na F1”. A acompanhar Jaime está outro catalão: Oriol Servia.
Mas entre os pilotos há também um português que até já venceu: António Félix da Costa, na equipa Amlin Aguri.
O sistema de pontuação é muito parecido ao da F1: 25 pontos para o vencedor da corrida, 18 para o segundo, 15 para o terceiro, 12 para o quarto, 10 para o quinto, 8 para o sexto, 6 para o sétimo, 4 para o oitavo, nono e 2 por 1 para o décimo.

O piloto que consiga a “pole position” somará 3 pontos e o autor da volta mais rápida durante a corrida conquistará 2 pontos.
Cada piloto tem dois carros à disposição. Para obter a volta mais rápida deverá utilizar apenas um, mas durante a corrida pode utilizar os dois e trocar de carro nas boxes. Durante essa paragem para a troca de carros, as equipas não podem mudar pneus (exceto em caso de furo) ou carregar as baterias. Por seu lado, os pneus estão limitados a cinco jogos por prova. Além disso, as equipas podem ter um máximo de vinte pessoas, das quais treze são mecânicos.

O campeonato de Fórmula E começou no dia 13 de setembro de 2014, em Pequim, e vai terminar a 27 de junho de 2015 em Londres. As dez corridas previstas deverão representar um forte impulso ao desenvolvimento de carros elétricos.

O piloto português Félix da Costa venceu a quarta corrida da temporada, disputada a 10 de Janeiro de 2015 na Argentina.

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